Customize Consent Preferences

We use cookies to help you navigate efficiently and perform certain functions. You will find detailed information about all cookies under each consent category below.

The cookies that are categorized as "Necessary" are stored on your browser as they are essential for enabling the basic functionalities of the site. ... 

Always Active

Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.

Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.

Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.

Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.

Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.

OAM

Bastonário-Gilberto CorreiaGilberto Correia aponta a área fundamental para a erradicação do fenómeno

O evento foi organizado pela IBIS, uma Organização Não Governamental dinamarquesa, no âmbito do dia Mundial dos Direitos Humanos.

O bastonário da Ordem dos Advogados, Gilberto Correia, apontou , ontem, durante uma conferência, o sistema judiciário como o sector de onde o combate a corrupção devia iniciar, caso se pretenda, de facto, reduzir os níveis de corrupção. A tese de Correia é de que o judiciário não pode combater eficaz e energicamente a corrupção, enquanto prevalecer a corrupção dentro do mesmo sector.

O evento foi organizado pela IBIS, uma Organização Não Governamental dinamarquesa, no âmbito do projecto AGIR, alusiva ao âmbito do dia Mundial dos Direitos Humanos.

“Para mim, o pior que está a acontecer é o tabu em relação à corrupção no sector judiciário (Polícia de Investigação Criminal, advogados, Ministério Público, juízes e notariados. Ouvimos falar muito pouco de corrupção no judiciário. Há um tabu em abordar esse fenómeno nesse sector”, disse Correia, atirando que “esta devia ser a primeira corrupção a ser combatida”.

“O judiciário é o único sector que investiga e pune os corruptos, daí que não faz sentido estar manchado de corrupção”.

Para Correia, a corrupção no judiciário, que acaba criando inércia no sistema é a razão do fenómeno da “justiça pelas próprias mãos”.

Contou que nos países em que efectivamente houve vontade de combater a corrupção, as acções começaram pelo sector judiciário, visando a sua moralização, antes de se avançar para outros sectores. E avisa que no futuro o sector judiciário, caso não haja uma perseguição aos corruptos dentro do mesmo, tornar-se-á “paraíso dos corruptos”.

Mais instituições, mais recursos e mais corrupção

Na sua locução, o bastonário da Ordem dos Advogados questionou as razões por que, apesar de haver cada vez mais instituições e alocação de mais dinheiros para o combate a corrupção, o fenómeno continua a crescer. É que, no seu entender, há um crescimento proporcional entre o número de instituições e o orçamento para o combate a corrupção e os níveis de corrupção.

“Temos discursos que apontam que estamos a ser reduzir a corrupção. Mas o a verdade é que efectivamente há mais instituições, há mais fundos e há mais legislação de combate a corrupção, mas a corrupção continua a aumentar. Como se explicar?”.

E sentencia: “não podemos ter direitos humanos num contexto de excessivo corrupção”

As cinco preocupações da embaixadora da Suécia

Convidada a apresentar a experiência sueca no capítulo dos direitos humanos e cidadania, a embaixadora da Suécia em Moçambique, Ulla Andrén, disse que em Moçambique há ainda sinais preocupantes neste capítulo.

Fonte: O PAIS(11/12/2012)